ERGONOMIA E DESIGN NO PROCESSO DE PRODUÇÃO ARTESANAL

O grupo de pesquisa ErgoAmbiente apresenta mais uma defesa de Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Design da UFPE, que será realizada em 16 de outubro de 2020. A autora é Layane Araújo e a orientadora é a Profª Drª Vilma Villarouco. Segue um resumo deste trabalho que logo estará disponível para consulta em nosso site:

Sendo o artesanato, patrimônio histórico representativo da cultura viva de um povo, são muitas as tipologias artesanais presentes no território brasileiro. Somente no estado de Pernambuco são encontradas sete tipologias: barro, couro, fibras, fios, madeira, papel e pedra.

Com 11 mil artesãos cadastrados no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (SICAB), o artesanato em Pernambuco é organizado em um dos Arranjos Produtivos Locais (APL) do estado e tem sua gestão conduzida pela AD Diper (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco) que administra os Centros de Artesanatos Pernambucanos.

Diante disso, o estudo buscou entender o processo de produção artesanal de uma tipologia e Associação escolhida como foco, a Associação de Tapeçaria Timbi, da tipologia fios, localizada na cidade de Camaragibe – PE. O objetivo foi o de traçar diretrizes para melhorias do processo de produção artesanal desse grupo com base na Ergonomia e no Design.  Sendo a Ergonomia uma área de estudo multidisciplinar que visa adaptar o trabalho às necessidades do trabalhador, e sua junção com o Design em estudos de processos produtivos artesanais pode trazer inúmeros benefícios.

A metodologia de pesquisa utilizada foi a Análise Ergonômica do Trabalho (AET) e para dar maior consistência a pesquisa outras metodologias de apoio foram utilizadas: Metodologia Ergonômica para o Ambiente Construído – MEAC e metodologia de Projetação. Foram utilizados capturas audiovisuais (fotografias, filmagens), entrevistas, questionários, ferramentas de Design (Mapa de Empatia e Jornada do usuário), da Psicologia Social (Mapa Mental e Poema dos Desejos) e ferramentas ergonômicas (Diagrama de Áreas Dolorosas e RULA), para levantar os dados necessários e identificar demandas e propostas de recomendações e intervenções na Associação.

Foram identificados problemas de inadequações ergonômicas e de Design no posto de trabalho, processo produtivo e nos ambientes de trabalho das artesãs.

As intervenções ocorreram em duas vertentes: no Design de Serviços – Divulgação das peças, Desenvolvimento de Cartilha Ergonômica Educativa e a Elaboração de oficina de cunho ergonômico; e no Redesign de Layout – critérios de Acessibilidade, Layout do Espaço Interno, Layout do Espaço Externo, Recomendações do Posto de Trabalho e Redesign do Mobiliário.

Para suas realizações foram efetuadas parcerias com um profissional da área da Arquitetura e outro da área da Fisioterapia. Os resultados das intervenções se mostraram satisfatórios e foi obtida a aprovação das artesãs da Associação que se mantiveram participativas em todos os processos. Desse modo, a metodologia de pesquisa escolhida da Análise Ergonômica do Trabalho em conjunto com os métodos abordados possibilitou o desenvolvimento de uma metodologia modelada a situação de foco, que se mostrou satisfatória para a identificação de demandas e propostas de melhorias no processo produtivo da Associação e na qualidade de vida das tapeceiras.

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